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112. “A minha vida era um caos, em todas as dimensões.”

 

A minha experiência com as mensagens de AVVD ocorreu em três momentos diferentes, mas, todos tecidos e interligados com os laços do Amor misericordioso de Jesus.

Nasci numa família católica. Recebi de minha mãe, que foi do Apostolado da Oração, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, à Virgem Santíssima, a Quem fui consagrada ao nascer , e ao Divino Espírito Santo.

Com o passar dos anos, mergulhei nas ilusões do mundo e fui perdendo esses valores cristãos e buscando outras espiritualidades. Frequentava a Igreja, sem muita convicção.

Com a morte de minha mãe e desencantada com os fracassos da vida, entrei numa orfandade total e grande aridez espiritual. Passei a peregrinar por falsas doutrinas. Quanto mais buscava, mais me angustiava. A minha vida era um caos, em todas as dimensões.

Um dia, numa noite escura da alma, entrei no meu quarto e bradei aos céus. Clamei por Deus Pai. Ajoelhada e aos prantos, rezei. Elenquei meus muitos pecados e pedi perdão por ter ido tão longe. Clamei à Virgem, até em tom desafiador. Se realmente ela fosse a minha mãe, que enviasse ali o Seu Filho Jesus, pois eu queria voltar àquela Doutrina do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Oração ungida, do fundo da alma. Acalmei e adormeci, ou seja, repousei no Espírito Santo, e, em sonho ou visão, vi Jesus chegando ali, subindo os degraus da escada, a ponta do Seu Manto Branco, batia no corrimão da escada, tal a pressa em que viera, estava descalço, pois não fazia barulho ao tocar nos degraus. Trazia um Cinto amarrado à Cintura, tal a imagem de Jesus Misericordioso que depois vim a conhecer. Retirou o cinto, e com o Seu Dedo Santo tocou a campainha e falou, ou melhor, “cantou” tal a doçura e inflexão da Voz, disse: - Maria do Carmo, Eu Estou Aqui!!!

Nesse ínterim, da subida d’Ele até à porta, passou como que em um filme, em minha mente, a passagem da expulsão dos vendilhões do tempo (Jo 2, 14-17). Tudo ao mesmo tempo, muito mágico, muito místico, muito divino. A campainha tocou realmente, levantei-me sonambulamente, corri para abrir a porta, dizendo: “Meu Jesus veio na mesma postura que expulsou os vendilhões do tempo”, queria abraçá-Lo, tão real aquela cena. Ao tocar na maçaneta da porta, despertei do sonho, ou da visão. Fiquei feliz, muito feliz...

Mas, logo, muitas dúvidas perpassaram o meu coração, tão impregnada eu estava dos conceitos esotéricos, achei que se tratava apenas de um “desdobramento astral”. Não concebia um Deus Vivo, tão real, que viesse até mim...

Após esta experiência, procurei um sacerdote, fiz uma confissão e contei tudo. Ele absolveu-me, mas, duvidou do sonho. Continuei em dúvida. Eu não tinha um diretor espiritual. Persisti na Igreja, retomei a reza do terço, a leitura da Palavra e fui buscando o conhecimento da Verdadeira Doutrina.

Um ano depois, ao sintonizar uma rádio católica, FM Nazaré, de Belém, onde morava, ouvi uma voz parecida: “Eu estou aqui”. Larguei tudo, estava arrumando a casa, e corri para as lojas Paulinas, onde anunciavam a apresentação de um seminarista, que estava lançando o seu primeiro CD. Comprei o CD, fui ao show, para a minha surpresa a letra da música era tal e qual o que estava vivenciando, a minha busca de Deus.

Próximo a esse acontecimento, tive um grande abalo emocional com a perda de um ente querido. Fiquei fragilizada, mas, permaneci firme na Igreja. Frequentei com afinco os grupos de oração, os cenáculos de Maria. Outras experiências aconteceram. Deus não desistia de mim, e eu O buscava verdadeiramente.

Em 2000, vim para Goiânia, por necessidade de uma cirurgia da minha filha.

Num domingo, ao voltar de um restaurante, recebi de um garoto, ou melhor, um anjo, um folder, onde estava estampada a Sagrada Face. Impactou-me aquele Rosto. Era o mesmo olhar do Meu Jesus do sonho, lá atrás...

Era um convite para um encontro de oração, com o Pe. James Fanam, diretor espiritual de uma vidente que conversava com Jesus. Não deu outra. Vim para este encontro e ali minha vida foi transformada. Era o impulso que faltava para dirimir todas as minhas dúvidas.

Ao entrar no recinto, deparei-me com uma pessoa desafeta de longas datas e que não gostaria de rever. Inquietei-me com a presença, revivi constrangimento e tive vontade de ignorá-la. Os caminhos do Senhor são perfeitos. Num passe de mágica, ela se dirigiu a mim como se fôssemos boas amigas. Fiquei surpresa, mas, entrei na sintonia do perdão, apesar do azedume inicial, deixei fluir a vontade de Deus. Jesus me preparava para receber o Seu Hino de Amor.

Após as explicações, a reza do Terço, veio a oração individual. Quando o Pe. James colocou o crucifixo na minha testa, senti um choque elétrico por todo o corpo, minhas pernas paralisaram e meu coração se dilatou.

Eu estava mergulhada no Imenso Amor de Deus. Aquilo era o meu Pentecostes. Todo azedume, toda amargura, toda dúvida, tudo morria ali. Eu só tinha coração, um novo coração.

Ao final da reunião, comprei os cinco volumes disponíveis. Ao chegar em casa, movida pelo Espírito, escolhi o volume IV (17/06/91) e abri... Tudo se confirmou e Jesus voltou a me falar:

“A paz esteja convosco! Eu Vim até vós, para vos dizer: - Maria do Carmo, Eu Estou aqui.”

Guardo esse folder, até hoje. É a minha relíquia do Hino de Amor.

Jesus me plantou em Goiânia. E aqui estou, vivendo o apostolado da A Verdadeira Vida em Deus.

Maria do Carmo Souza Castro
Goiânia-GO,
Brasil

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